
Como é a primeira sessão de terapia (e por que você não precisa se preparar)

Em essência
- Você não precisa organizar a história nem saber nomear o que sente — isso é parte do trabalho, não pré-requisito.
- A primeira sessão serve para entender seu contexto e definir o foco inicial do trabalho.
- Ao final, você sai com uma direção clara: o que vamos trabalhar e com que frequência.
Existe uma fantasia sobre a primeira sessão: a de que é preciso chegar com a história organizada, sabendo nomear o que se sente e explicar direito o problema. É por causa dessa fantasia que muita gente adia meses o primeiro contato.
Então vamos direto ao ponto: você não precisa se preparar. Se soubesse exatamente o que está acontecendo e o que fazer com isso, provavelmente não estaria buscando terapia.
Antes: o contato
Tudo começa com uma mensagem no WhatsApp. Você conta com suas palavras o que está acontecendo — pode ser uma frase só. Eu respondo pessoalmente, explico como funciona, esclareço valores e formatos, e escolhemos o horário. Depois é PIX ou transferência, e o link da sala chega antes da sessão.
Durante: os 50 minutos
A primeira sessão tem um objetivo claro: entender. Vou querer saber o que te trouxe agora (por que agora, e não há seis meses), como isso aparece no seu dia a dia, o que já tentou, como está o sono, o trabalho, as relações, e um pouco da sua história.
Não é um interrogatório — é uma conversa conduzida. Onde você travar, eu ajudo. O que não fizer sentido falar hoje, fica para depois: nada precisa ser dito antes de você se sentir seguro.
É também a sua chance de me avaliar. Você conhece minha forma de trabalhar e sente se é aqui que quer estar.
No fim: a direção
A sessão não termina no ar. Ao final, eu devolvo uma leitura inicial do que ouvi, proponho um foco de trabalho e conversamos sobre frequência e formato — sessão semanal contínua, pacote de 8 sessões com objetivo definido, ou o que fizer sentido para o seu caso.
Você sai sabendo o que vamos fazer e por quê. Essa clareza, para muita gente, já é o primeiro alívio real.
As frases que mais escuto no começo
"Não sei por onde começar." · "Acho que meu problema é bobo perto do que os outros passam." · "Nunca falei isso em voz alta."
Todas são bem-vindas. Nenhuma questão que te faz sofrer é pequena demais para ser cuidada — e é exatamente daí que o trabalho começa.
Perguntas frequentes sobre o tema
E se eu chorar ou travar?
As duas coisas são absolutamente comuns e não atrapalham nada. Chorar é uma forma de expressão, não um problema a evitar; e o silêncio também comunica. Faz parte do meu trabalho ajudar a colocar em palavras aquilo que ainda não encontrou forma.
Preciso levar exames ou relatórios?
Não é obrigatório. Se você já passou por acompanhamento psicológico ou psiquiátrico e quiser compartilhar laudos, receitas ou relatórios, é bem-vindo e ajuda a compor o quadro. Mas nada disso é condição para começar.
Isso é sobre você?
Se algo aqui te descreveu, esse reconhecimento já é o começo. O próximo passo é uma mensagem.


